Notícias

Sempre é possível encontrar algo em si mesmo para te levar adiante e alçar voo. Você pode ir alto e longe, acredite!
A coragem de ser quem eu nasci pra ser

A coragem de ser quem eu nasci pra ser

Sou a filha caçula de 6 irmãs. Meu pai veio do Japão com 6 anos de idade, com seus pais e alguns irmãos. Não estudou em escola regular, foi alfabetizado em casa mas, mesmo assim, escrevia e lia muito bem, pois gostava de ler jornais. Trabalhou em lavoura, feira, foi comerciante e vendedor.

Minha mãe estudou até a 4ª. série do antigo primário, mas também sabia escrever bem, obviamente, com alguns erros de ortografia.

Apesar de pouco estudo, estavam satisfeitos por não serem analfabetos e sempre batalharam muito para que todas as filhas pudessem estudar para terem sucesso na vida.

Fui alfabetizada na escola normal e na japonesa. Estudava meio período em cada. Pude vivenciar na infância e juventude, muito da cultura japonesa onde estudei durante 8 anos, na Associação Cultura Nipo Brasileira de Vila Nova Cachoeirinha, no bairro onde resido até hoje. Lá, além de aprender o idioma, pude praticar vôlei, atletismo, culinária, canto, flauta, desenvolver o espírito de coletividade e, principalmente, fazer amizades que trago até hoje.

Nas horas livres, brincava muito com os vizinhos de pular corda, amarelinha e ajudava meus pais no empório da família.

Uma jornada de desafios, empreendedorismo e superações

Minhas irmãs tiveram a formação acadêmica e/ou profissão na área de exatas, trabalhando com Contabilidade ou Finanças. Sou a ovelha negra, fui a única que contrariou o desejo do meu pai (queria que estudasse Ciências Contábeis) e fez Psicologia,

Sempre gostei de gente, e não de números, cálculos. Na adolescência percebi o gosto de ouvir, conversar, ler e escrever. Busquei uma profissão que pudesse agregar tudo isso e que pudesse ajudar as pessoas no desenvolvimento pessoal, emocional.

 

Fiquei em dúvida entre Comunicação Social

Logo no segundo ano de faculdade comecei a fazer estágio em RH, especificamente em Recrutamento & Seleção, em empresas nacionais e multinacionais de grande porte até 1993. Posteriormente atuei como Consultora de RH/Headhunter.

Apesar de gostar de Recrutamento & Seleção, acalentava a vontade de atuar, também, como Psicóloga Clínica. Então, em 1992 conheci a Viviane Senna, em uma palestra. Ela me inspirou e encorajou a iniciar na área. Busquei orientação com ela, que por sua vez, começou a me indicar pacientes e a me dar supervisão de casos clínicos.

Em 1997 e 1998, por recomendação dela, me especializei em Psicoterapia Junguiana. Fazia o curso duas vezes por semana, atendia pacientes em consultório particular e atuava como Headhunter, ficando alocada em grandes corporações.

Em 1999 abri a minha consultoria, Consulting & Psicologia, para poder atender mais empresas. Esta jornada perdurou até o início de 2018. Foram 26 anos trabalhando em dobradinha – Recrutamento & Seleção e em Psicologia Clínica. Desde então venho trabalhando focada na área clínica.

No final de 2019, fiz a formação em Coaching e venho me especializando em carreira e em emagrecimento, por meio de inúmeros cursos e mentorias realizados este ano. Agora concilio o trabalho de Psicóloga clínica e Coach.

A coragem de se arriscar

Minha missão é, por meio da da Psicologia e do Coaching, ajudar as pessoas em sua individuação, de acordo com o que Jung entendia como “um processo que significava tornar-se um ser único, alcançar uma singularidade profunda, tornando-nos o nosso próprio si-mesmo.”

Amo o que eu faço! Sou feliz e realizada na minha profissão que me possibilita conhecer tantas pessoas, histórias de vida e contribuir na transformação destas, tornando-as melhores e com certeza um mundo melhor.

“Se existe algo que pode trazer sentimento de completude para o ser humano, é a consciência do propósito da alma”. Sri Prem Baba

Quando olho para trás e vejo o caminho que percorri até aqui, reconheço que foi permeado de altos e baixos, incertezas e desafios, tendo que ser corajosa,  guerreira, batalhadora, resiliente, tal como meus pais foram para sustentar as filhas.

Agradeço à Deus por me dar a habilidade de servir, de ser um instrumento, para fazer o outro crescer e ser feliz.

Como eu me imagino daqui a alguns anos? Atendendo até bem velhinha, feliz da vida, até quando Deus me permitir.

E você, já encontrou o seu propósito? Que diferença tem feito ao mundo?

Sobre a autora

Rosely Kyomi Horota: Psicóloga Clinica, Coach e Orientadora de Carreira, com diversos cursos realizados em suas áreas de atuação.

Notícias

Notícias Relacionadas

Estou atendendo em um novo espaço, aconchegante
Estou atendendo em um novo espaço, aconchegante

Novidade!
Estou atendendo em um novo espaço, aconchegante, bem localizado, a 5 minutos do metrô Santana.

20 fev de 2022
background